Amazônia
Caldeirão de diversidade

Foto: WWF
A Floresta Amazônica merece respeito, dentro dela existem 5 milhões das 30 milhões de espécies de plantas de todo planeta, isso sem contar que detém a a maior variedade de espécies entre roedores, anfíbios e peixes de água doce do mundo.
Em relação a peixes, os rios da Bacia Amazônica são insuperáveis, neles nadam entre 2.500 a 3.000 espécies, muitas endêmicas da região. Apenas no Rio negro já foram descritas mais de 450 espécies, isso é mais só que o total de todas as espécies de água doce encontradas em toda Europa.
A principal explicação para tanta diversidade é a teoria dos refúgios. Nos últimos 100.000 anos, o planeta sofreu vários períodos de glaciação, e fases em que as florestas enfrentavam fases de secas ferozes. Nesses ciclos, as matas expandiram-se e reproduziram-se. Nos períodos de seca mais prolongados, cada núcleo de floresta ficava isolado do outro, os grupos de animais dessas ilhas passavam por processos diferentes de reiniciação genética que muitas vezes os transformavam em espécies e subespécies diferentes das originais, e de outras que ficaram isoladas em outros refúgios, e por extensão isso aconteceu inúmeras vezes na Amazônia.
Campo de Pesquisa
Só acontece na Amazônia: enquanto na maioria dos paises as espécies de animais e vegetais já são conhecidas, estudadas e catalogadas, na Amazônia Brasileira está sempre surgindo algum animal que nenhum pesquisador havia tratado antes.
Somente na última década foram descobertas dezenas de espécies de peixes na região, sendo que somente no Parque Nacional do Jaú , foram descobertas mais de 15 espécies.
A primeira expedição cientifica à Amazônia foi feita em 1638 por George Marcgrave, um naturalista Alemão. Até os anos 40 os museus naturais pagavam coletadores profissionais para capturar flora e fauna Brasileiras para suas coleções. O Brasil só assumiu a pesquisa cientifica há poucas décadas, a idéia é estudar, pesquisar e preservar. Cabe às autoridades responsáveis fiscalizar e evitar o envio ilegal de animais para fora do País (biopirataria)
Bacia Amazônica
Há milhões de anos, aquilo que se viria a ser a Cordilheira dos Andes ainda não havia se levantado do chão e os grandes rios da Amazônia corriam para o oceano Pacifico ou para o Caribe.
Quandos os Andes se ergueram, a saída para o Pacífico ficou bloqueada, em conseqüência os rios se empoçaram, suas águas se uniram e apareceu na Amazônia o maior lago da terra, esse que por muito tempo ficou represado, e aguardava que as condições geológicas da região se alterasem novamente e lhe dessem saída para o lado oposto, o oceano Atlântico.
A Amazônia já teve portanto muito mais água que hoje, esse volume de água que se inicia nas escarpas a mais de 5000 metros de altura nos Andes e logo segue lentamente pela planície, o relevo da região é mínimo, e se o Atlântico subisse apenas 55 metros o seu nível, cidades como Tabatinga na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru e a mais de 4000 quilômetros do mar ficaria coberta por suas águas.
A cada quilômetro que o rio Amazonas percorre ele desce menos de 2 centímetros, suas águas seguem em frente não pela inclinação do terreno mas sim pela força hidráulica da gigantesca massa de água.
Depois de descer da Cordilheira o Amazonas recebe o reforço de águas de mais de 1100 afluentes e forma uma massa líquida que fica difícil de imaginar. Em certas partes mais abertas do rio Negro, o quarto maior rio do mundo é possível se ver a curvatura da terra na água, como acontece quando se olha o horizonte junto ao mar. O Negro chega a ter 100 metros de profundidade, a sua água cor de café e com a pureza líquida de um destilado, mas com toda essa grandeza o Negro é apenas um afluente do Amazonas, existem pelo menos uns 20 tão grandes quanto ele, na Europa por exemplo seria considerado um rio gigantesco.
Como o eixo hídrico do Amazonas está situado junto ao Equador, o Rio Amazonas recebe águas dos dois hemisférios, cada um deles com sua própria estação de chuvas em uma época diferente, assim o Amazonas recebe água o ano inteiro, ora vindo do norte ora vindo do sul.
Quando suas águas transbordam invadem campos e florestas e inundam um território duas vezes maior que a Áustria.
Floresta Alagada

Foto: Takashi Amano
Quem observa a floresta alagada imagina logo a devastação, mas abaixo da linha da água é um caldeirão de vida, centenas de cardumes se deslocam para essas regiões atrás de alimento e pra se reproduzir, nessa área existem capins, musgos e cipós que servem como abrigo contra predadores.
A floresta alagada é um dos mais preciosos ambientes ecológicos da Amazônia, um patrimônio natural que deve ser preservado a qualquer custo.
A bacia Amazônica, onde se concentram dez dos 20 maiores rios do mundo, estende-se pela América do Sul por mais de 6 milhões de km2 e representa um quinto de toda a reserva de água doce do planeta. A parte brasileira da bacia equivale à área de 15 países da Europa. Seus rios, condicionados ao regime das chuvas, se constituem praticamente nas únicas vias de transporte local. Há mais de 20 mil quilômetros de vias fluviais navegáveis.
Rio Amazonas

foto: Rain Forest
O rio Amazonas, com 6.515 km de extensão, tem mais de sete mil afluentes, sendo o segundo do planeta em comprimento e o primeiro em vazão de água (100 mil m3 por segundo). Nasce no planalto de La Raya, no Peru, com o nome de Vilcanota, e ao longo de seu percurso recebe ainda os nomes de Ucaiali, Urubanda e Marañon. Já em território brasileiro recebe primeiramente o nome de Solimões, para, a partir da confluência com o rio Negro, próximo à cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, vir a ser chamado de rio Amazonas.

foto: Rain Forest

foto: Rain Forest
Durante as cheias em determinadas regiões a agua cobre até a copa das arvores, isso pode ser o equivalente a um prédio de 5 andares.

foto: Rain Forest
Rio Negro

foto: Rain Forest
O rio Negro nasce na região pré-andina da Colômbia e corre ao encontro do Solimões, logo abaixo de Manaus, para formar o Amazonas. Em seu curso, percorre 1700 quilômetros, quase a distância de São Paulo a Salvador. Da nascente à foz, a viagem dura um mês e meio. Na longa jornada, a água carrega folhas e outras matérias orgânicas que a tingem de âmbar.

foto: Dr. Peter Henderson
Os pequeno braços de rio são santuários ecologicos, onde diversas espécies se reproduzem
Rio Solimões

foto:Rain Forest
Nasce no planalto de La Raya, no Peru, com o nome de Vilcanota, passando a se chamar Solimões quando entra em território brasileiro. A partir da confluência com o rio Negro, nas proximidades da cidade de Manaus, recebe o nome de Amazonas.
Rio Tefé

foto: WWF
O Rio Tefé é um rio estreito, mas razoavelmente longo - de uns 350 km -, que corre para a extremidade sul do lago Tefé. Não fica claro o limite entre o lago e o rio e, em vez de uma foz, existe um labirinto de canais estreitos que correm entre manchas de floresta alagada.

